Grupo de Temer movimentou R$ 1,8 bi em propina, diz MPF

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Grupo de Temer

O grupo de Temer ex-presidente e o operador do MDB coronel Lima, também preso nesta quinta-feira, atuavam no desvio de recursos públicos há décadas.

Grupo de Temer

De acordo com o Ministério Público Federal, Temer liderava organização criminosa há quase 40 anos.

Moreira Franco

A prisão, sem prazo determinado, tem relação com delação de executivo da empreiteira Engevix, que envolveria propina para campanha eleitoral do emedebista. A instrumentalização do pagamento da propina da Engevix, segundo o Ministério Público Federal, contou com a participação do ex-ministro Moreira Franco, que também foi preso de forma preventiva nesta quinta-feira.

Ao ficar sem mandato, Temer perdeu a prerrogativa de foro perante o Supremo, e denúncias contra ele foram mandadas para a primeira instância da Justiça Federal.

Ministério Público

O Ministério Público defende a tese de que os pagamentos da propina estão sendo realizados até hoje, e que os acordos preveem sua continuidade nos próximos anos. Por isso, as prisões seriam fundamentais para estancar nova ocultação de valores. Segundo o MPF, o destino completo do R$ 1,8 bilhão pago ou prometido em propina à organização criminosa ainda não foi esclarecido.