Estudante recolhe cadeiras de rodas de segunda mão pra quem precisa

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Estudante recolhe cadeiras
Project Embrace

Estudante recolhe cadeiras de rodas de segunda mão pra quem precisa. Um estudante universitário resgata equipamentos médicos abandonados, de segunda mão e doa para quem precisa.

O jovem indiano Mohan Sudabattula hoje coordena o Projeto Embrace que funciona entre EUA e Índia.

Trata-se de uma organização sem fins lucrativos que coleta muletas de segunda mão, cadeiras de rodas, aparelhos ortopédicos, andadores, fundas e equipamentos de reabilitação para reutilização.

Estudante recolhe cadeiras

O estudante de 23 anos e sua equipe de voluntários coletam os equipamentos vasculhando as prateleiras empoeiradas de brechós e aceitando doações.

Depois que os equipamentos são limpos e reformados, o grupo a envia para instalações médicas desfavorecidas em todo o mundo.

Inspiração

 

A inspiração do jovem veio de quando ele estudava na Universidade de Utah e, simultaneamente, se voluntariava no departamento de próteses de um hospital próximo.

As próteses não podem ser reutilizadas porque são especificamente adaptadas a cada paciente, mas Sudabattula não pôde deixar de se perguntar se poderia resgatar outro equipamento médico do lixo.

Numa viagem que fez à Índia com seus pais em 2006, ele observou que os jovens não tinham acesso a equipamentos médicos e criavam cadeiras de rodas improvisadas com móveis de jardim e rodas de bicicleta.

Dez anos depois, Sudabattula retornou ao mesmo orfanato para poder doar dúzias de cadeiras de rodas e muletas – todas elas cortesia do Projeto Embrace.

Doação

Desde o lançamento da organização sem fins lucrativos em 2016, o grupo doou mais de 900 dispositivos médicos reformados para hospitais de baixa renda na Índia e nos Estados Unidos.

No mês passado, voluntários do Project Embrace fizeram sua segunda viagem à fronteira entre o estado de Utah e o Arizona para que pudessem doar dezenas de cadeiras de rodas e andadores para um hospital rural da nação Navajo.

“Muitas vezes, quando se trata de inovação e design em saúde, as pessoas tendem a não participar de conversas profissionais porque não se sentem qualificadas o suficiente para contribuir com a discussão”, disse Sudabattula.

“Isso é irônico porque o acesso à assistência médica (e à inovação em saúde) afeta a todos – naturalmente, todos devem se envolver.

“Fundar uma causa em que todos se sintam bem vindos para contribuir pela saúde será sempre a maior decisão que já tomei como estudante.”

GNN