Senador Antônio Anastásia presta depoimento na PF sobre delação da Odebrecht

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Senador Antonio Anastasia (PSDB) presta depoimento na Polícia Federal — Foto: Fernando Zuba/TV Globo

O senador de Minas Gerais Antônio Anastásia (PSDB) esteve na Polícia Federal, em Belo Horizonte, na manhã desta sexta-feira (10), onde prestou depoimento. Ele é investigado pela força-tarefa Lava jato, após delação de executivos da Odebrecht. A investigação está sob sigilo.

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Anastasia é suspeito de receber vantagens indevidas em forma de doações de campanha eleitoral em 2009 e 2010. Segundo os delatores Sérgio Luiz Neves e Benedicto Barbosa, a Odebrecht doou R$ 1,8 milhão em 2009 para a campanha do tucano ao governo de Minas Gerais a pedido do agora deputado federal Aécio Neves (PSDB). Em 2010, os colaboradores falaram em repasses de R$ 5,47 milhões.

O senador chegou à delegacia da PF na Avenida Prudente de Morais, no bairro Cidade Jardim, Região Centro-Sul da capital, acompanhado do advogado Carlos Abritta por volta das 8h50. Ao ser perguntado sobre o motivo do depoimento, Anastasia respondeu, nervoso, que era “rotina”. Ele presta depoimento ao delegado Marinho Rezende.

Anastasia saiu pelos fundos da delegacia, sem falar com a reportagem, às 9h40. Abritta disse, por telefone, que ele foi prestar esclarecimentos, mas não está indiciado pela Polícia Federal.

Por meio de nota, a assessoria de imprensa do senador disse que “por uma falha de digitação, no antigo inquérito 4414, houve necessidade de o senador aditar uma fala sua dita em 2017. Ele passou hoje na unidade policial próxima de seu escritório para resolver isso”. O inquérito citado é justamente a investigação à qual Anastasia responde.

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Neste mesmo inquérito, também são investigados Aécio Neves, Oswaldo Borges da Costa, ex-presidente da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig), e Paulo Vasconcelos do Rosário Neto, marqueteiro de Aécio.

Anastasia aparece em uma lista da Odebrecht em que políticos foram citados por apelidos para que os funcionários do “baixo clero”, do chamado “departamento de propina” da empresa, que faziam repasses irregulares não ficassem sabendo para quem ia o dinheiro.

O senador aparece na lista como “Dengo”.

A defesa do senador sempre alegou inocência de seu cliente. Em abril de 2017, os advogados declararam que “em toda sua trajetória, Anastásia nunca tratou de qualquer assunto ilícito com ninguém”.

G1